O papel do Espírito no Caos cá dentro

Meditação II

Andar na vida de forma consciente é duro. Ter a frontalidade de olhar para dentro, sentir, analisar e chegar a conclusões é um desafio que pertence aos audazes. Audazes pela coragem de viajar dentro de Si. São as pessoas mais complexas. As que mais sentem a culpa, o peso moedor de paciência. O Caos, o andar sem certeza nem direção faz parte do caminho indefinido do caminhante.

É o momento do acordar. Acordar é um ato que se repete, é um ato que se aprende. O ato de observar – observar a si mesmo. Vejam bem, Jung lembrou-nos da importância dos arquétipos: há histórias, contadas à muito tempo, que são repetidas e perpetuadas por personagens novas e diferentes. As tramas, o drama envolvido em cada história, são no fundo sempre os mesmos. Somos todos atores na vida. Na dos outros também, temos andado a atuar determinados papéis: mãe, pai, irmão, colega, amigo…. Ora então, acima disso, do que os outros esperam de nós, quem Sou Eu?

Tem sido essa a premissa que me impele para a frente. O Caos na minha vida é alimentado pela minha tendência a procrastinar. Adoro uma preguicite e amo deixar para depois o que não me apetecer fazer agora.

São bem conhecidos os benefícios da meditação, e como os reconheço. Nada me faz melhor do que ir para algum sítio onde me sinta perto da Mãe Terra, onde possa estar de olhos fechados, enraízar-me e ligar-me ao Todo. Acontece que esta minha tendência à preguiça faz com que me perca, esqueça da necessidade de ir recarregar energias, o que resulta em mais caos e desconexão da Fonte do Espírito (Deus, ou como preferirem designar). Quando as exigências da vida são semente de stress, pré-ocupação e caos, se me lembro de parar, olhar para dentro, acalmar, sintonizar com as energias mais altas, a vida renova-se. Ou pelo menos a forma como eu vejo a minha vida se renova, se transmuta.

Todos nós temos lacunas, falhas de carácter, questões de ego…que nos fazem questionar. Vale a pena sentir de forma honesta estas situações. A culpa não deve ter lugar, é pesada, em nada acrescenta. Basta olhar, enfrentar. Entregar à Fonte, aos Anjos para resolverem e continuar a vida. Próxima altura em que se encontrar consigo mesmo, que seja com o olhar da compaixão, do entendimento, de forma a que seja libertado…

O Caos tem o seu papel. O Caos permite todas as manifestações. Escolho o que desejo que se manifeste.

(Imagem: Manipulação Digital – Dasalexa)

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